Zumbis: Made in PB - Capítulo 1
As
coisas estão terríveis aqui, ou melhor, vão ficar, pelo menos no final dessa semana
tudo deve começar a piorar.
Ah! Esqueci-me de me apresentar. Eu
sou o Vinícius e vou relatar todo o começo dessa catástrofe que ainda vai se
espalhar.
Bem, é melhor eu começa da origem
disso tudo.
Há cinco dias houve um acidente no
novo Centro de Controle de Doenças da Universidade Estadual da Paraíba
(CCDUEPB), em Campina Grande.
Segundo um amigo meu que trabalhava
lá, houve um acidente enquanto alunos da área de saúde estudavam um novo fungo
que transformava corpos de mamíferos em marionetes, mas por enquanto ele estava
totalmente controlado dentro do CCD. Nessa tarde de estudos, um dos professores
pegou uma amostra congelada desse fungo, para fins de estudo da turma, mas acabou
tocando nela e pegando alguns esporos congelados, na hora ninguém deu muita
importância, ele apenas limpou o dedo na roupa e continuou a aula. Nenhum dos
alunos se infectou, naquele momento.
O professor só reapareceu três dias
depois no CCD, ele se queixava de febre, dores de cabeça, dores pelo corpo e
estava ocorrendo uma necrose do seu dedo indicador direito,
o mesmo que se encostou à amostra. Durante todo aquele dia foram feitas várias
baterias de enxames, mas no fim do mesmo dia o professor veio a falecer. No dia
seguinte o corpo continuou sendo estudado. Até onde se sabia ele não tinha
família, era solteiro e tinha ido numa festa na noite anterior. Quase nada de
anormal foi encontrado nele, apenas uma gosma negra no lugar do sangue e uma
espécie de fungo alojado perto do cérebro. No final da autopsia, o professor, antes
morto, acordou e atacou como um animal selvagem e feroz os dois rapazes
responsáveis pela autopsia e os matou. Poucas horas depois o professor foi
estraçalhado por médicos do CCD, mas ele contaminou os dois rapazes
responsáveis pela autopsia, os mesmo foram sacrificados.
O governo abafou todo o
caso, mas esse meu amigo conseguiu me avisar pouco antes dele e de todas as
pessoas ligadas ao CCD desaparecerem do país.
Antes de ir, ele me
deixou perguntas: Quantas mulheres aquele professor solteiro beijou naquela
festa? Será que ele ofereceu um copo de cerveja pela metade a um amigo? Com
quantas pessoas ele teve que gritar perto do ouvido por causa da música alta?
Quantas pessoas ele contaminou naquela festa apenas com a saliva?
Bem, com certeza nem o próprio
professor conseguiria responder essas questões. Por isso, com muito esforço,
consegui convencer o meu vizinho a me empresta um de seus carros antigos de
coleção, um Chevy Impala ’67 preto e com detalhes prateados, para que eu
pudesse sair o mais rápido possível daquela cidade e tentar salvar algumas
vidas em João Pessoa.
Acabei de avisar a todos os meus
familiares e amigos mais próximos para se afastarem o máximo possível de
Campina Grande.
Estou agora no Impala tentando ligar
para a única pessoa de João Pessoa que pode me ajudar nessa hora, o Luiz...
— Atende Luiz! Atende! — Eu estava impaciente.
—
“O número que você ligou está desligado ou fora da área de cobertura. Por
favor, tenta mais tarde.”.
— PORRA, LUIZ! — Gritei tão alto que eu
acho que ele deve ter escutado.
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*Os personagens são pessoas reais, mas suas ações não retratam suas reais intenções (na maioria das vezes).

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